Invasão das Bicicletas.

Bicicletada Setembro.

Olá amigos da Bicicleta, quem foi ontem na Bicicletada com certeza não se arrependeu, pois tava o maior astral, já no início rolou uma blueseira com o Plá & Cia.
Teve até um ciclo-carro no meio da massa, rolaram altas pinturas de ciclofaixas pirata nas ruas, e sem contar que no final tivemos a recepção da banda da Polícia Militar no museu do MON, devido a inauguração do bicicletário. Ah, tivemos também a presença do nosso amigo ET. Enfim, um sucesso. 🙂

Blues da Invasão das Bicicletas

Blues da Invasão das Bicicletas

Um carro no participando da Bicicletada???

Um carro participando da Bicicletada???

Quero respirar! Desligue o seu carro!!!

Quero respirar! Desligue o seu carro!!!

Ciclofaixas Pirata.

Ciclofaixas Pirata.

Só faltou a banda tocar o hino da bicicletada.

Só faltou a banda tocar o hino da bicicletada.

Os ciclistas deixam sua marca na inauguração do bicicletário.

Os ciclistas deixam sua marca na inauguração do bicicletário.

Bicicletário no museu do MON.

Bicicletário no museu do MON.

- ET go home!!

- ET go home!!


BICICLETADA, BICICLETADA!!!
Mais fotos da Bicicletada:

Álbum de André Luiz de Almeida

Álbum da Bicicletada

Galeria de Buddy Undead

Galeria de Elisandro Dalcin

Menos carros, mais bicicletas!!!
That’s all folks!!

* se alguém ae tiver fotos para disponibilizar, coloque o link nos comentários, que em seguida eu posto aqui.

O consumismo atual

Encontrei este artigo no blog do Pedal Sem Fome, e resolvi postá-lo aqui, achei muito interessante, pois reflete a nossa atual sociedade.

Ao visitar em agosto a admirável obra social de Carlinhos Brown, no Candeal, em Salvador, ouvi-o contar que na infância, vivida ali na pobreza, ele não conheceu a fome. Havia sempre um pouco de farinha, feijão, frutas e hortaliças.
“Quem trouxe a fome foi a geladeira”, disse.
O eletrodoméstico impôs à família a necessidade do supérfluo: refrigerantes, sorvetes etc. A economia de mercado, centrada no lucro e não nos direitos da população, nos submete ao consumo de símbolos. O valor simbólico da mercadoria figura acima de sua utilidade. Assim, a fome a que se refere Carlinhos Brown é inelutavelmente insaciável.
É próprio do humano – e nisso também nos diferenciamos dos animais – manipular o alimento que ingere. A refeição exige preparo, criatividade, e a cozinha é laboratório culinário, como a mesa é missa, no sentido litúrgico.
A ingestão de alimentos por um gato ou cachorro é um atavismo desprovido de arte. Entre humanos, comer exige um mínimo de cerimônia: sentar à mesa coberta pela toalha, usar talheres, apresentar os pratos com esmero e, sobretudo, desfrutar da companhia de outros comensais.
Trata-se de um ritual que possui rubricas indeléveis. Parece-me desumano comer de pé ou sozinho, retirando o alimento diretamente da panela.
Marx já havia se dado conta do peso da geladeira.
Nos “Manuscritos econômicos e filosóficos” (1844), ele constata que “o valor que cada um possui aos olhos do outro é o valor de seus respectivos bens. Portanto, em si o homem não tem valor para nós”.
O capitalismo de tal modo desumaniza que já não somos apenas consumidores, somos também consumidos. As mercadorias que me revestem e os bens simbólicos que me cercam é que determinam meu valor social.
Desprovido ou despojado deles, perco o valor, condenado ao mundo ignaro da pobreza e à cultura da exclusão.
Para o povo maori da Nova Zelândia cada coisa, e não apenas as pessoas, tem alma. Em comunidades tradicionais de África também se encontra essa interação matéria-espírito. Ora, se dizem a nós que um aborígine cultua uma árvore ou pedra, um totem ou ave, com certeza faremos um olhar de desdém.
Mas quantos de nós não cultuam o próprio carro, um vinho guardado na adega, uma jóia?
Assim como um objeto se associa ao seu dono nas comunidades tribais, na sociedade de consumo o mesmo ocorre sob a sofisticada égide da grife.
Não se compra um vestido, compra-se um Gaultier; não se adquire um carro, e sim uma Ferrari; não se bebe um vinho, mas um Château Margaux. A roupa pode ser a mais horrorosa possível, porém se traz a assinatura de um famoso estilista a gata borralheira transforma-se em Cinderela…
Somos consumidos pelas mercadorias na medida em que essa cultura neoliberal nos faz acreditar que delas emana uma energia que nos cobre como uma bendita unção, a de que pertencemos ao mundo dos eleitos, dos ricos, do poder. Pois a avassaladora indústria do consumismo imprime aos objetos uma aura, um espírito, que nos transfigura quando neles tocamos. E se somos privados desse privilégio, o sentimento de exclusão causa frustração, depressão, infelicidade.
Não importa que a pessoa seja imbecil. Revestida de objetos cobiçados, é alçada ao altar dos incensados pela inveja alheia. Ela se torna também objeto, confundida com seus apetrechos e tudo mais que carrega nela, mas não é ela: bens, cifrões, cargos etc.
Comércio deriva de “com mercê”, com troca. Hoje as relações de consumo são desprovidas de troca, impessoais, não mais mediatizadas pelas pessoas.
Outrora, a quitanda, o boteco, a mercearia, criavam vínculos entre o vendedor e o comprador, e também constituíam o espaço das relações de vizinhança, como ainda ocorre na feira.
Agora o supermercado suprime a presença humana. Lá está a gôndola abarrotada de produtos sedutoramente embalados. Ali, a frustração da falta de convívio é compensada pelo consumo supérfluo.
“Nada poderia ser maior que a sedução” – diz Jean Baudrillard – “nem mesmo a ordem que a destrói.”
E a sedução ganha seu supremo canal na compra pela internet. Sem sair da cadeira o consumidor faz chegar à sua casa todos os produtos que deseja.
Vou com freqüência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo.
“Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático”, respondo.
Olham-me intrigados.
Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz”.

Não sei quem é o autor. Recebi esse texto por e-mail. Logo, infelizmente não posso pôr os créditos do mesmo.

Dia Mundial Sem Carro em Curitiba

A pedalada do dia mundial sem carro em Curitiba foi um sucesso, com mais de 300 participantes e muita animação. O grande destaque por parte da mídia foi os corajosos manifestantes que se despiram como forma de protesto ao caos urbano em que vivemos hoje em dia, pois nús é como nos sentimos ao andar de bicicleta pelas ruas, com a total falta de infraestrutura, a agressão do trânsito e a falta de educação e respeito de alguns motoristas.

Charge de Tiago Recchia

Charge de Tiago Recchia

Foto Lineu Filho - no Jornale - Blog do Beto

Foto Lineu Filho - no Jornale - Blog do Beto

Fotos do Goura Nataraj

Fotos do Goura Nataraj


Mais fotos, vídeos, artigos e entrevistas:

Bicicletada Curitiba

Gazeta do Povo

Fotos no blog do Zé Beto

Entrevista com o Gunnar Thiesen, na CBN

Fotos no Arte Bicicleta Mobilidade

Charge do Thago Recchia, na Gazeta do Povo

Mais núticias na Gazeta

Jacus de 2 rodas

Pedaleiro

Mais uma no Blog do Zé Beto

Despedida? Que absurdo!

Alguns “artistas” que querem usar a BICICLETADA para auto-promoção.

Bicicletada Curitiba Agosto 2008

Não polua, pegue a bike e vem pra rua. Menos gasolina, mais adrenalina. Menos shoppings, mais parques e bosques. Mais ciclovias, ciclofaixas. Menos congestionamentos, menos stress. Mais respeito e educação, mais saúde e alegria. Menos violência. Mais paz e amor. Menos máquinas, mais humanidade.

“… você pode me chamar de sonhador, mas eu não sou o único, talvez um dia você se junte a nós, e o mundo será um só…” – John Lennon

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Mais fotos da bicicletada de agosto 2008:

http://picasaweb.google.com.br/andreluiz.sunshine/BicicletadaCWB30Agosto2008

http://www.flickr.com/photos/23934483@N07/2811919065/in/photostream/

http://www.flickr.com/photos/gouranataraj/2811424323/

http://www.flickr.com/photos/23934483@N07/