Grupos divulgam uso da ‘magrela’

Matéria publicada na Folha de Londrina em 11/12, junto com esta outra (Projetos incentivam uso da bicicleta http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=5489&dt=20081211), sobre alguns projetos obscuros da Câmara dos Vereadores. Achei que viria com mais erros.

Grupos divulgam uso da ‘magrela’ http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=5445&dt=20081211

Curitiba – Vários grupos em Curitiba têm organizado eventos para incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. Eles contam com a ajuda de ambientalistas que vêem no modelo uma oportunidade para a redução da emissão de gás carbônico produzido pelos automóveis. Aos poucos, esses movimentos também servem de pressão para que os agentes políticos prestem mais atenção ao assunto.

Um desses movimentos é a “Bicicletada”, inspirado no movimento internacional Massa Crítica. O professor universitário Leandro Kruscielski, participante da Bicicletada, explica que esse é um movimento sem líderes, denominado “coincidência organizada”. O objetivo dos participantes, em média 100 por encontro, é que a bicicleta ocupe seu espaço de direito nas vias. Outro aspecto que o movimento procura enfatizar é o uso dos espaços públicos como um local de convivência e de respeito entre os cidadãos. “A gente pedala juntos e procura compartilhar o tráfego não ocupando todo o espaço da rua”, disse.

De acordo com o participante da bicicletada, o evento é uma espécie de celebração que pretende a conscientização da população e educação no trânsito. Ele afirma que os projetos em discussão na Câmara são vistos com bons olhos pelos ciclistas do movimento, mas devem vir acompanhados de outras ações. A principal crítica que faz ao sistema de ciclovias da cidade é a chamada “ciclovia compartilhada”. “Na verdade é uma calçada que a Prefeitura chama de ciclovia. Isso não dá certo porque o ciclista não consegue desenvolver uma boa velocidade sem colocar em risco os pedestres e precisa esperar em cada cruzamento para atravessar as ruas”, afirmou.

O modelo defendido é o de ciclofaixa, ou seja, uma faixa de trânsito pintada na própria rua, que seria um espaço preferencial para o ciclista. “Dessa forma fica visível ao motorista que aquele espaço também é do ciclista e que ele precisa ser respeitado”, diz.

Para Luiz Patrício, membro do Grupo Transporte Humano, uma organização que está se constituindo formalmente e tem como objetivo principal promover a mobilidade sustentável em Curitiba, tanto os estacionamentos para bicicletas quanto o projeto de aluguel dos equipamentos são extremamente interessantes mas não podem vir sozinhos. Para ele, segurança e integração com outros modais como o sistema de transporte coletivo é essencial. “Se não houver segurança para o ciclista, o projeto está fadado ao fracasso”, completou. (K.L.M.)

In Amsterdam.

In Amsterdam.

Postado originalmente no fórum da Bicicletada Curitiba,por Leandro Kruscielski.

PARA CADA BICICLETA, UM CARRO A MENOS NA RUA

Reproduzo abaixo a reportagem feita pelo jornalista da RIC TV, Luiz Andrioli, e postado originalmente no seu blog.

Parabéns ao Luiz e a equipe da RIV TV pelo apoio e iniciativa ao movimento Bicicletada.

PARA CADA BICICLETA, UM CARRO A MENOS NA RUA

Gosto da idéia de marcar uma posição pacificamente, tal como faz esta turma da Bicicletada, que é um movimento presente em várias cidades no Brasil e no mundo. Há três anos eles estão promovendo manifestações em Curitiba, em passeios sob duas rodas que não contam com líderes. A organização é mínima, apenas um horário e local para se encontrar. E só. O resto simplesmente acontece… E aí, dezenas de ciclistas andam pelas ruas do centro da cidade ocupando o espaço que lhes é de direito. Para quem grita na buzina do carro e diz que a turma de ciclista atrapalha o trânsito, eles dizem “o trânsito somos nós”. E seguem, donos da consciência de que existe algo de muito errado com um sistema que privilegia veículos caros, pesados e poluentes. Noventa e cinco por cento do combustível usado por um carro vão para movimentar o próprio carro. O restinho é o suficiente para deslocar o peso de seu condutor. Ou seja, a Bicicletada vai na contra-mão de um sistema fadado ao desperdício. Pedalando e cantando, eles seguem firmes de sua proposta. Sou ciclista há vários anos, procuro não ter uma dependência tão grande do meu carro. Sempre que posso, como jornalista procuro dar espaço para este tipo discussão. Acho que já é hora de pensarmos mais a sério sobre o espaço que a bicicleta merece ter em nosso trânsito. É pelo bem de nós todos… Vida longa para a Bicicletada! No vídeo abaixo, a reportagem que fizemos para o nosso jornal aqui da RIC TV. Boas pedaladas!


Havia um certo cheiro de malva pairando no ar…

mudas de malva e flores foram distribuídas, aumentando ainda mais o encantamento da Bicicletada, pessoas felizes pedalando por uma causa digna.

perfume de flores e malva

perfume de flores e malva

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Invasão das bicicletas!!

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A rua é de todos!!

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sou sua amiga bicicleta... trrimm trrimm

No final da Bicicletada, no gramado atrás do Museu do Olho, todos cansados porém satisfeitos.

Cada um foi almoçar em um lugar, eu fui com uma galera no Govardhana, o almoço estava uma delícia, muitos sabores e cores numa refeiçao leve e saborosa, e pessoas maravilhosas.

Cuidado!! Humanos com idéias subversivas.

Cuidado!! Humanos com idéias subversivas.

Almoço vegetariano no Govardhana.

Almoço vegetariano no Govardhana.

Foi muito bacana, estabeleci vínculos de amizade com o pessoal da Comunidade Vegetariana de Curitiba (orkut), pessoas muito legais, encantadoras e de um alto astral maravilhoso.

Raquel, Mariana, Isac e Gabriel.

Bem na foto: Raquel, Mariana, Isac e Gabriel.

Mais uma vez valeu a pena, foi tudo muito agradável e mágico.

O único porém, que me deixou triste, foi saber que roubaram a bicicleta de uma colega, dentro do pátio da reitoria, lamentável mesmo.

No mais, tudo beleza.

Namastê.

Ohm shanti.