Fotos Bicicletada Curitiba 27.06.2009

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Por favor, aguarde a bicicletada passar. A bicicleta não polui o ar que seu filho respira e é a chave para uma cidade mais sustentável e humana. Obrigado.

Sua pressa não vale a minha vida.

Sua pressa não vale a minha vida.

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- É a invasão das bicicletas...

- É a invasão das bicicletas...

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Victor Gollnick e Leandro Kruszielski (meandros)

Victor Gollnick e Leandro Kruszielski (meandros)

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Michael Jackson e Plá na Boca Maldita

Michael Jackson e Plá na Boca Maldita

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mandala...

mandala...

Chegada no Museu, bem na hora antes da chuva.

Chegada no Museu, bem na hora, antes da chuva.

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Mais fotos em: http://jornale.com.br/zebeto/2009/06/27/os-flagras-de-hoje-43/

Sobre a política de bicicletas em Curitiba

por Goura Nataraj (Jorge Brand)

Ontem, dia 18 de junho, a prefeitura anunciou um novo pacote de medidas para ‘melhorar o trânsito’. Mais uma vez ficou explícita a falta de importância que a bicicleta tem para as nossas autoridades. Não são capazes de entender os benefícios de uma cidade mais limpa, silenciosa, com um ar mais puro. Privilegiam descaradamente o meio de transporte mais irracional, injusto e perigoso. ´Carros são acidentes esperando para acontecer´.
 
As visões técnicas e realmente bem intencionadas do presidente do IPPUC são direcionadas ao fluxo dos carros. Este não pode parar de jeito nenhum. ´Teremos mais binários, trinários! Mais ruas barulhentas e degradadas!´ Cidades do mundo inteiro estão despertando para a bicicleta enquanto Curitiba permanece no seu sonâmbulismo crônico, em que o carro e a cultura dos ´centros de compra´ são exaltados como a salvação da civilização.
 
Enquanto os motoristas recebem vários estímulos positivos, tais como isenção de impostos, ruas lisas, espaços para correrem cada vez mais, os usuários de ônibus tem que pagar uma pequena fortuna pelo privilégio de serem esprimidos, talvez até cuspidos para fora da máquina em movimento. Ah, mas isto ouvindo música clássica, com dignidade!
Os pedestres também não são ´cuidados´ com a mesma dedicação, o mesmo amor com que os empreiteiros e construtores de viadutos mostram para com os carros. E os ciclistas, por sua vez, são empurrados para o meio fio!
 
Para realmente melhorar o trânsito precisamos entender que as ruas são limitadas. Que uma cidade cortada pelo trânsito veloz, onde deputados voam a 190km/h, em que ciclofaixas só aparecem na retórica das campanhas políticas, onde as ciclovias existentes ou são calçacas asfaltadas cheias de obstáculos, ou tem sua manutenção completamente ignorada, não deve ser considerada, de forma alguma, uma cidade sustentável.
 
Se você não conhece as ´maravilhosas ciclovias´ de Curitiba aproveite para ver o ensaio do artista Bruno Machado – http://artebicicletamobilidade.wordpress.com/2009/06/04/604/
Se as vias dos carros fossem tratadas com tamanho descaso a prefeitura tomaria ações imediatamente. Os motoristas fariam buzinaços, saíriam em carretas. Não pagariam mais os seus impostos.
 
Os ciclistas podem ser silenciosos em seus conflitos diários com a falta de respeito e segurança que recebem dos motoristas, mas estão bem acordados para o que está acontecendo.
 
A primeira ciclofaixa oficial da cidade deveria se manifestar na Av. Cândido de Abreu e ocupar uma das 11 faixas destinadas ao trânsito dos veículos motorizados. Paraciclos deveriam aparecer pela cidade inteira. Toda malha cicloviárea existente passar por uma revitalização completa.
 
Era este tipo de medida que deveria ser anunciada como proposta de melhoria do trânsito, da qualidade de vida, da saúde social.
 
Já disseram os Situacionistas em 1959:
 
“Não se trata de combater o automóvel como um mal. Sua exagerada concentração nas cidades é que leva à negação de sua função. É claro que o urbanismo não deve ignorar o automóvel, mas menos ainda aceitá-lo como tema central. Deve trabalhar para o seu enfraquecimento. Em todo caso, pode-se prever sua proibição dentro de certos conjuntos novos assim como em algumas cidades antigas.”

http://www.artebicicletamobilidade.wordpress.com/

Da lama ao caos

O sonho dos governantes brasileiros, e também de grande parte da população, parece ser transformar as grandes cidades do Brasil naquelas cidades futuristicas que se via nos filmes cult dos anos 80, filmes como Blade Runner e Batman, onde as cidades são sombrias, poluídas, sem vida, dominadas pelo caos e violência, os carros dominando a confusão e as pessoas andando com mascaras de oxigênio.
Posso estar viajando na maionese,  mas parece que o futuro vai ser assim mesmo.  😦

Foi anunciado hoje pelo governo de São Paulo,  nova pista da Marginal Tietê.

Leia as notícias sobre o assunto em:

Vem aí a Freeway do Serra – CicloBr

Governo de SP anuncia nova pista na Marginal Tietê – G1

Com ampliação da Marginal Tietê já iniciada, ambientalistas se reunem para questionar obra – Notícias UOL

O que você pensa sobre o projeto de ampliação da Marginal Tietê?  – Dê sua opinião no grupo de discussão UOL

 “…são elefantes brancos bilionários, que ou são instrumentos de retribuição a empreiteiras que financiam campanhas ou, em casos de boa fé, ignorância dos governantes em relação ao problema.” – Rafael Poço, ambientalista

Brigas de trânsito se multiplicam pelo Brasil

Texto publicado originalmente no site de notícias G1 da Globo.com. Fonte: http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1195803-16020,00-BRIGAS+DE+TRANSITO+SE+MULTIPLICAM+PELO+BRASIL.html

São motoristas e até pedestres. Exemplos da intolerância dos nossos tempos. Só em São Paulo, são registrados mais de 400 casos por dia. 

A briga no trânsito, de tanto acontecer, virou estatística. Gente que, de uma hora para outra, vira bicho. Tem explicação? Já se contam às centenas os casos que, diariamente, nós vemos pelas ruas.

Curitiba, plena luz do dia. Um motorista se irritou com o caminhão de uma floricultura parado no meio da avenida e agrediu o dono da loja. A filha do comerciante e outras duas mulheres revidaram e atacaram o rapaz.

Quando tudo parecia terminado, ele voltou ao carro e com uma caneta atacou a jovem. Uma mulher usou um pedaço de madeira. O comerciante e o motorista voltaram a se atracar. Seis pessoas tiveram que separar os dois.

Ferida, a moça tenta impedir que o rapaz e o pai dele deixassem o local. Mas eles foram embora antes da chegada da polícia.

Impaciência? Intolerância? Nenhum motorista gosta de admitir que perde a cabeça. É sempre o outro.

“Nunca perdi a cabeça no trânsito”, diz um motorista.

“Não sou de briga”, garante um homem.

Mas são cada vez maiores os relatos de agressões no trânsito.

“Já viu gente ser agredida na minha frente. O pessoal se engalfinha, briga à toa”, observa um motorista.

Só Em São Paulo, o disque 190 da Polícia Militar recebe por dia 400 registros. Seria maior não fosse o medo. O publicitário Thiago Vieira estava no carro parado no farol quando um motorista bateu na traseira do veículo. O rapaz desceu e partiu para cima dele. Socorrido por quem passava pelo local, ele não quis prestar queixa.

“Não sei do que o ser humano é capaz. O que pode ser capaz uma pessoa enfurecida. Talvez ele estivesse com outros problemas e descontou na hora. Eu não queria pagar para ver e preferi eu mesmo pagar meu prejuízo e evitar maiores aborrecimentos para mim”, diz o publicitário.

Especialistas em trânsito dizem que a relação do brasileiro com o carro tem a ver com status e poder. Dominar o veículo, as ruas, impedir ultrapassagens são formas de exibição. Da combinação de problemas em casa, no trabalho e de um trânsito caótico pode nascer a violência.

São flagrantes como o de uma grávida. Ela quase apanhou depois que tentou socorrer o marido durante uma briga de trânsito. E a morte trágica de Alexandre de Andrade, de 18 anos, que levou um tiro disparado por outro motorista.

No caso de Curitiba, um grupo inteiro perdeu a cabeça. O alerta é do psiquiatra Júlio César Fontana Rosa: isso pode acontecer até mesmo com pessoas que não tenham antecedente de agressividade.

“Em determinadas situações que você tem tempo para refletir, você deixa de realizar aquele ato. Algumas pessoas não conseguem ter essa reflexão. Temos que ficar atentos porque o trânsito está nos levando a situações de impaciência onde estamos explodindo. Em São Paulo já está difícil de o sujeito aceitar que o carro da frente fique a 10 metros do seu, por exemplo”, explica o psiquiatra da ABRAMET Júlio César Fontana Rosa.

A partir de 1 de julho quem se envolver em um acidente grave de trânsito terá a carteira suspensa e será obrigado a passar por exames físicos e psicológicos. Ficará a cargo da autoridade de trânsito local definir o que é acidente grave.