bicicleta, mobilidade urbana, trânsito

Jan Gehl e Copenhague, a cidade das bikes.

JAN GEHLA seguir, trechos da entrevista de Jan Gehl, responsável por mudar a cara de Copenhague, nos anos 60, mostra que as cidades têm solução e dá a receita: PENSAR, EM PRIMEIRO LUGAR, NAS PESSOAS.

Leia a matéria e a entrevista completa na edição de julho de 2011 da Revista Vida Simples, nas bancas.

“Boa parte dos profissionais que definem o futuro de uma cidade, os arquitetos, urbanistas e políticos, estão preocupados com outras coisas.”

“Brasília nasceu pra ser uma cidade planejada certo? Pois bem, quando a olhamos do céu, ela é incrível, mas quando a olhamos do chão, parece que estamos em uma maquete fora de escala. É tudo grande demais, as distâncias são impossíveis de serem percorridas pelo corpo humano e os monumentos são grandes demais para apreciarmos a partir da nossa altura. Isso sem contar a falta de calçadas e ciclovias. Se você não tem um carro em Brasília, fica impossível de se locomover.

“Junto com o aumento das opções de locomoção, é preciso diminuir o uso dos carros, dando menos lugar a eles. Quanto mais ruas, mais carros, quanto menos ruas, menos carros. Se você oferecer infraestrutura, a sociedade vai utilizá-la.”

“Não dá para, de uma hora pra outra, proibir os carros de estacionarem nas ruas. Mas que tal proibir em um bairro? Ou em apenas uma avenida? E , no lugar onde os carros estacionariam, criar uma ciclovia? Esse acaba sendo um projeto piloto, as pessoas teriam tempo de se acostumar. E, quando começar a dar certo, fazemos isso em outro ponto. Pouco a pouco a população vai entendendo como a cidade pode melhorar.

“A bicicleta é um meio de transporte ágil que não polui e faz as pessoas se exercitarem.”

“Mas é fundamental que haja infraestrutura para pedalar. Se as pessoas não se sentirem seguras, bicicleta continuará sendo um meio restrito para se transportar.”

“Enquanto exigirem mais ruas para dirigirem seus carros, as as cidades vão continuar crescendo do jeito errado. Quando passarem a exigir mais liberdade de locomoção, daí o governo terá que fazer algo a respeito. Em Copenhague foi assim. Na década de 1970 a cidade estava tomada pelos carros. Com a crise do petróleo, dirigir ficou muito caro e as pessoas começaram a exigir infraestrutura para pedalarem em segurança. E as ciclovias foram, pouco a pouco, tomando o lugar dos carros.

“Planejamento urbano não garante felicidade. Mas mau planejamento urbano impede a felicidade.”

Veja também o site http://cidadesparapessoas.com.br , projeto interessantíssimo da repórter Natália Garcia.

That’s all folks. Bora pedalar.

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1 thought on “Jan Gehl e Copenhague, a cidade das bikes.”

  1. “Eu sei o que você vai dizer: não somos a Europa. E foi essa a reação que os jornais dinamarqueses tiveram quando o Jan Gehl quis transformar uma importante avenida de carros em um calçadão para pedestres. “Não somos italianos”, dizia o jornal, “nosso clima escandinavo não convida à vida nas ruas”. Segundo as publicações, ninguém toparia andar de bicicleta em Copenhagen e tirar os carros daquela avenida faria as casas de comércio falir. Elas não só não faliram como lucraram o dobro. E hoje Copenhagem é a cidade com o maior número de usuários de bicicletas no mundo.” Nati, http://cidadesparapessoas.com.br

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