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A distância que aproxima.

A distância que aproxima.

Como ultrapassar um ciclista

O respeito ao ciclista deve existir não apenas porque está na lei, mas acima de tudo porque é a coisa certa a ser feita. Usar um veículo de uma tonelada de aço para ameaçar uma pessoa é, no mínimo, uma atitude covarde e desrespeitosa.

É mais simples do que parece: sinalize e mude de faixa e reduza a velocidade para fazer a ultrapassagem com segurança. Não force a passagem nem tire “fina” do ciclista — isso pode causar acidentes gravíssimos.

Não é preciso ter fita métrica: a questão não é se o carro passou a 1,49 metro ou a 1,51 metro do ciclista, mas se houve de fato uma ultrapassagem segura para ambos. Na dúvida, use o bom senso!

Quando estamos de bicicleta nas ruas, entendemos perfeitamente que seu tempo é precioso. Mas você também precisa entender que sua pressa não vale a nossa vida.

http://bit.ly/irevirdebike

bicicleta, desrespeito no trânsito, mobilidade urbana, trânsito, vídeos

Ciclistas se Arriscam em SP – Fantástico 19/06/2011

Reportagem exibida no Fantástico, provavelmente devido à morte por atropelamento do empresário e ciclista Antonio Bertolucci, presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, que usava a bicicleta como meio de transporte.

Naum é fácil querer ser ecologicamente correto, cooperar com o trânsito ajudando assim a diminuir o congestionamento e a poluição causada pelos carros usando a bicicleta como meio de transporte, se vivemos em um trânsito selvagem e sem respeito aos ciclistas e pedestres.

Infelizmente ainda vivemos num país de terceiro mundo, onde a maioria da população não possui consciência nem educação no trânsito.

É preciso mudar urgente este cenário, através de mais educação, mais investimentos em infraestrutura, mais incentivos do governo e mais conscientização.

PAZ NO TRÂNSITO.

Vejam a reportagem a seguir:

bicicletada, bicicletada curitiba, Meus Textos

Diário de bicicleta

Querido diário… querido não porque isso é coisa de boiola… rs.

Sábado fez um dia lindo, um sol realmente maravilhoso, e não tive outra escolha, peguei minha magrela e saí a pedalar pelas redondezas da city e conhecê-la mais de perto. Resolvi ir até a pastelaria Juvevê, na Av. João Gualberto, comer um daqueles deliciosos pastéis, porém chegando lá, acabei mudando de idéia e comi um kibe cru, acompanhado de uma geladíssima Serra Malte. Assisti um pouco das olimpíadas, e logo em seguida, fui dar uma voltas ali por perto, nos bairros Juvevê/Cabral, e observar as belas ruas tranquilas e arborizadas da região.

Depois de algumas voltas, resolvi parar numa pracinha no Cabral e dar uma descansada.

Após o descanso, continuei a pedalar, fui até o Bosque de Jesus para meditar um pouco, e tomar uma água fresca.

Bosque de Jesus
Bosque de Jesus

Após relaxar a mente, fui para casa  trocar de roupa , e em seguida parti novamente, desta vez fui até o alto da rua Nilo Peçanha, o destino desta vez, era um bar chamado Menina da Colina, que aliás, muito bacana por sinal, não me arrependi de ter ido. Tomei algumas beras por lá, conversei com um pessoal bacana que encontrei, e em seguida saí novamente.

Menina da Colina.
Menina da Colina.
Fabico e sua girlfriend.

Saindo do Menina da Colina, fui na casa de um amigo bater um papo, chegando lá, vi que tava rolando uma reuniãozinha básica, e acabei ficando mais um pouco por lá também.

Após tudo isso, finalmente voltei pra casa, chegando na sweet home, olhei no velocímetro da bike, 40 Km percorridos… nada mal para um sábado.

That’s all folks!!

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Sobre a diferença entre motoristas e ciclistas

*O que vai abaixo é divagação pseudo-filosófica da mais viajada, opinião pessoal desse que vos escreve.

Gunnar

Outro dia me peguei tentando dissuadir um colega de trabalho da idéia de que a bicicleta, no trânsito, seria análoga à motocicleta, explicando que na verdade pedalar é muito mais parecido com andar a pé.

Então vamos lá, qual é a grande sacada da bicicleta?

1. Quem leva quem?
A diferença essencial entre qualquer transporte motorizado e os de propulsão humana é justamente o “motor”. A bicicleta não leva a pessoa a lugar nenhum. É o próprio ciclista que “se carrega”, apenas usando as rodas para potencializar sua própria força.

2. Não é pra qualquer um
Num carro, o que importa é o modelo, a cor, a potência do motor, o preço, o design… embora os motoristas gostem de acreditar no contrário, o carro não diz nada sobre a personalidade de quem o dirige, apenas sobre a quantidade de dinheiro que esteve disposto a gastar para obtê-lo.

Já no caso da bicicleta, o que importa é a atitude, coragem e força DO CICLISTA. A bicicleta em si não é nada, não tem nada, e geralmente ciclistas urbanos preferem mesmo bicis meio surradas para se prevenir de roubos. A única ostentação possível é a das pernas torneadas…
Qualquer pessoa pode dirigir qualquer carro. Mas apenas alguém com atitude suficiente para desafiar as convenções e o preconceito, com coragem para enfrentar o desrespeito e o perigo, com força e preparo para fazer girar duas rodas com as pernas, só alguém assim é que pedala.

3. Aproveitamento de energia
Um carro queima petróleo para deslocar suas 2 toneladas de metal e plástico por aí, e apenas uma parcela marginal dessa energia é usada para levar a (única) pessoa sentada ao volante. Visto de fora, soa meio absurdo, pra não dizer burro. O ciclista, além de prover ele mesmo a energia e o trabalho, desloca apenas a si mesmo – o peso da bicicleta é desprezível em relação ao conjunto, e o motor… é ele mesmo.

4. Deslocamento orgânico
Dirigir um carro envolve estímulos que levam a reações, que levam a atitudes reativas, que finalmente resultam na ação. Por exemplo:
a. Estímulo: sinal verde
b. Reação: “posso acelerar!”
c. Atitude reativa: pisar no acelerador
d. Ação: o carro acelera

Eventualmente, depois de um tempo de prática, o motorista pula a etapa (b), ligando (c) diretamente com (a). Mas isso não muda o caráter “reativo” da coisa toda. Esse sistema tem dois grandes problemas:

I. Separar o sujeito da ação (ou do meio);
II. Permitir uma conduta cômoda, reativa, baseada na espera passiva por estímulos para então agir.

No caso da bicicleta, o usuário é o próprio motor, então ação e reação são a mesma coisa. Além disso, o ciclista tem total noção e domínio sobre sua velocidade, potência, aceleração, agilidade – [momento egotrip] principalmente se for uma fixa, pois em nenhum momento permite ao ciclista “desligar-se” do movimento das rodas.

Finalmente, o ciclista, principalmente num trânsito apático como o nosso, obrigatoriamente desenvolve uma habilidade e sensibilidade toda especial. Quando pedala na rua, está o tempo inteiro usando os cinco (eventualmente seis) sentidos, atento a todos os elementos que o cercam, sempre calculando as velocidades dos outros veículos, antecipando as suas ações, imaginando sua disposição futura e planejando a rota nesse contexto, tomando atitudes pró-ativas. Ou seja, o ciclista “faz o seu caminho”, enquanto o motorista “segue o caminho traçado”.

Ao mesmo tempo, pedalando evita-se a burrice. Os motoristas costumam associar a velocidade máxima com a velocidade de deslocamento, e vivem reclamando dos “lerdos” na rua (bicicletas se encaixam na categoria). O ciclista, no entanto, logo percebe que uma coisa nada tem a ver com a outra. Sem nunca ultrapassar os 30km/h, a bicicleta chega antes ao destino que o carro, que alcançou velocidades de pico de mais de 100km/h. Aproximando-se de um farol vermelho, por exemplo, o ciclista naturalmente diminui a velocidade muito antes, de modo a estar em movimento quando o sinal ficar verde (evita desperdício de força com frenagem e aceleração a partir do zero)… e é ultrapassado pelo raivoso motorista (desperdício de energia com velocidade) que em seguida freia bruscamente (desperdício de energia com frenagem) no farol vermelho. Quando olhar para o lado, o estressado motorista se verá ultrapassado pelo calmo e “lerdo” ciclista. Quando o sinal abrir, o ciclista estará embalado e assim abrirá larga vantagem sobre o carro, que vai acelerar fortemente (mais desperdício de energia) para tentar compensar sua desvantagem. Esse ritual se repete algumas vezes, até que a vantagem acumulada do ciclista seja tanta que o motorista ficará para trás definitivamente.

5. A postura “defensivo-defensiva”
O motorista, mesmo que dirija de forma defensiva, age sempre considerando 100% de colaboração dos outros elementos do trânsito. Um motorista ’sem-noção’ dirige considerando 150% de colaboração, ou seja, ele espana a rosca do sistema e obriga os outros a abrir mão de seus direitos para lhe dar passagem. Já o ciclista, mediante a falta de infra-estrutura e sabendo do desrespeito vigente, pedala sempre considerando certa margem de erro. Podemos dizer que o ciclista considera 50% (ou menos) de colaboração dos outros elementos.

Isso se aplica, por exemplo, em cruzamentos: mesmo estando na rua preferencial (além da preferência universal garantida à bicicleta), o ciclista se aproxima com cautela, pois sabe que os carros nas vias perpendiculares provavelmente vão ignorar sua presença, o respeito à vida, a lei, a preferência, o bom senso e a Constituição Federal, e acelerar assim que o fluxo de carros permitir.

Por essas e outras, o ciclista pode (e muitas vezes DEVE) furar o sinal vermelho e fazer outras coisitas consideradas infrações para os motoristas. O fato é que as leis de trânsito foram feitas pensando no trânsito motorizado. Se todos se locomovessem de forma tão orgânica, racional e consciente como o ciclista, não precisaríamos de tantas leis, proibições, sinalizações, restrições e afins.

Vencemos! (gravura de Andy Singer)
Vencemos! (gravura de Andy Singer)

Isso é pedalar pra mim.

Correr tendo rodas como continuação do corpo.
Navegar num mar de irracionalidade fortemente controlada usando a racionalidade absolutamente livre.

Voar.

Texto postado e escrito por Gunnar, no blog da Bicicletada Curitiba.

ativismo, cicloativismo, critical mass, vídeos

NY afasta policial após vídeo de agressão no YouTube

da Folha Online

Um policial de Nova York foi afastado temporariamente da corporação depois que um vídeo publicado no YouTube o mostrou empurrando fortemente um ciclista durante passeios de bicicletas na cidade, na última sexta-feira (25). O ato foi registrado por um turista, postado no site no domingo (27) e teve ao menos 398 mil acessos.

O filme mostra dois ciclistas participando da Critical Mass Ride, na Times Square, quando um deles, identificado como Christopher Long, 29, parece querer desviar de um guarda, mas é empurrado violentamente e cai sobre a calçada.

Segundo o jornal “The New York Times”, o policial Patrick Pogan afirma que ciclista estava indo em sua direção, mas o vídeo não mostra isso.

Por causa da ação, Pogan está sob investigação interna na polícia e pode ser expulso. Já o ciclista foi preso sob acusação de bloquear o trânsito, resistência à prisão e conduta irregular.

A Critical Mass é uma passeio de bicicletas realizado na última sexta-feira de cada mês em várias cidades do mundo. O evento, que começou em San Francisco em 1992, tem o objetivo de protestar contra o uso excessivo de automóveis.

A corrida tem sido motivo de tensão com a polícia desde 2004, após a convenção do Partido Republicano, quando cerca de 250 participantes foram presos sob acusação de não ter permissão para realizar o evento.

Fonte do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u427480.shtml