bicicleta, dia mundial sem carro, mobilidade urbana, notícias, trânsito

Com bicicletas

Reproduzo aqui no blog o editorial de hoje da Gazeta do Povo:

Com bicicletas

Diante dos cada vez mais frequentes congestionamentos e acidentes de trânsito na capital paranaense, nada mais elogiável do que a luta dos que buscam meios de transportes alternativos para diminuir os problemas urbanos de Curi­­tiba. Este é o objetivo de um grupo de jovens que está à frente do movimento Arte Bicicleta Mobilidade, que elegeu o mês de setembro, com programa de várias manifestações públicas, para incentivar e cobrar do poder público o uso de meios de transportes não poluentes. O ato principal está marcado para o dia 22, Dia Mundial Sem Carro, quando se pretende realizar a “Marcha das Mil Bikes”. De modo geral, os motoristas e pedestres não respeitam os ciclistas e não há ciclovias ou ciclofaixas em toda a cidade. Para suprir essas deficiências, a prefeitura elaborou um Plano Diretor Cicloviário que está em fase final de elaboração. É um avanço. O uso seguro de bicicletas só será possível, no entanto, com uma mudança de cultura no uso racional dos transportes no meio urbano. Que este setembro das bicicletas ajude a tornar mais próximo o sonho.

Link para o editorial: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=920849&tit=Com-bicicletas

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‘Sou brasileiro e não sou apaixonado por carro’, diz adepto da bicicleta

 

‘Sou brasileiro e não sou apaixonado por carro’, diz adepto da bicicleta

Cicloativista pede que bikes tenham mesmos direitos de automóveis.
Para André Pasqualini, números de ciclovias em SP não são confiáveis.

André Pasqualini no centro de São Paulo
André Pasqualini pedalando de máscara pela Av. Paulista (Foto: Arquivo pessoal)
 >> Leia o artigo completo no portal G1, CLIQUE AQUI.
bicicleta, mobilidade urbana, notícias

Rede de ciclovias será ampliada para incentivar uso da bicicleta

Eba!! Eis uma boa notícia!

Pedala Curitiba!

A malha cicloviária de Curitiba será ampliada. É o que prevê o Plano Diretor Cicloviário, que está em elaboração no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Agora é oficial, leia a notícia no site da Prefeitura de Curitiba, clique aqui.

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Ciclofaixas apenas não basta para que cidades sejam amigáveis às magrelas

Ciclofaixas apenas não basta para que cidades sejam amigáveis às magrelas

Prezado Jamildo, Foi uma grande surpresa ver meu breve comentário e a pequena polêmica que provocou entre os leitores do Blog. Sou carioca e aprendi a pedalar nas ruas da cidade maravilhosa com seus 140 km de ciclovias. Hoje moro em São Paulo e continuo pedalando por aqui. Trabalho na Transporte Ativo, uma organização da sociedade civil que promove meios de transporte à propulsão humana. Faz parte da minha luta como ciclista algo que vai além da “defesa de ciclovias”. Claro que elas são bem vindas, mas sempre inseridas dentro do “Planejamento Cicloviário”. Esse conceito ainda é novo no Brasil, mas é o que possibilita que grandes cidades européias sejam amigáveis a bicicleta. Seja na Dinamarca, na França, na Alemanha, na Inglaterra, na Holanda, etc… Por exemplo, Munique na Alemanha tem aproximadamente 1.200 km de pistas para bicicletas, dentre essas estão as ciclovias. Mas existem ciclofaixas, ruas de trânsito compartilhado, etc. O mais importante é que lá as magrelas são uma alternativa séria de transporte, uma maneira de ir de casa para qualquer lugar. Essa medida contribui para que o trânsito seja melhor, assim como o trânsito também tem melhorado em Londres ou Paris por exemplo. A mobilidade tem sido pensada em função da fluidez das pessoas e não dos veículos motorizados. Com isso acaba sobrando mais espaço nas ruas e avenidas, diminuindo assim os engarrafamentos. A fluidez do tráfego nas cidades brasileiras só vai melhorar quando houver alternativas de deslocamento. Uma delas é a bicicleta e para que mais pessoas utilizem a bicicleta mais vezes é necessário encarar as reais necessidades dos ciclistas que já pedalam em nossas ruas. E na maioria das vezes seja em São Paulo ou no Rio de Janeiro, o que o ciclista mais precisa é de respeito pelas leis de trânsito brasileiras. Leis que preveem que nas ruas o maior deve zelar pelo menor e todos pela segurança dos pedestres. Quando cada motorista olhar para um ciclista como uma aliado, maior será a segurança no trânsito e mais pessoas terão a excelente idéia de pedalar sempre que possível. A realidade hoje ainda é difícil, mas não podemos depositar nossas esperanças apenas na infraestrutura de pistas segregadas para bicicletas (as ciclovias). Temos de pensar em como tornar nossas ruas mais amistosas para as pessoas.

Um abraço, João Guilherme Lacerda Transporte Ativo – São Paulo Fonte: JC OnLine

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Mais do que lazer, bicicleta é transporte alternativo

Saiu na Gazeta:

Mais do que lazer, bicicleta é transporte alternativo

Evento em Brasília discute projetos para que a malha viária das cidades brasileiras valorize a circulação de ciclistas

Todo dia, chova ou faça sol, o funcionário público Luis Peters vai ao trabalho de bicicleta.
Todo dia, chova ou faça sol, o funcionário público Luís Peters vai ao trabalho de bicicleta.

Se até agora as principais ciclovias das cidades brasileiras eram usadas apenas para o lazer – porque tinham como função ligar um parque ao outro – agora elas devem ser projetadas para que a bicicleta passe a ser um meio de transporte alternativo e bastante utilizado para se chegar ao trabalho. Pelo menos este é o objetivo do primeiro evento sobre o assunto, que começou ontem, em Brasília, e prossegue até sábado. Ele foi batizado de Bicicultura Brasil, com o slogan “bicicletas por um mundo melhor”. Segundo os organizadores, a idéia é discutir, durante os quatro dias, como tornar viável uma malha urbana onde as bicicletas possam circular com rapidez e segurança, contribuindo, inclusive, com o meio ambiente. “Temos muitos carros na rua, congestionamentos e poluição. Precisamos debater a cultura da bicicleta, pois a do carro já está posta”, afirma uma das organizadoras, Beth Davison, da ONG Rodas da Paz.

As principais barreiras para que a bicicleta efetivamente passe a ser incorporada como meio de transporte é a falta de espaços destinados a elas: existem ciclovias, mas essas não têm continuidade. Em muitas cidades elas começam em um bairro, por exemplo, mas ao longo do trajeto têm várias interrupções, ou ainda, não levam a lugar algum. Outro problema é a falta de estacionamentos adequados para as bikes e banheiros com chuveiros nas empresas, para que os funcionários possam tomar banho antes de começar a trabalhar. “A Bicicultura trouxe representantes de outros países, como Holanda e Colômbia (Bogotá), que conseguiram revolucionar o sistema de transportes a partir das bicicletas. Essas pessoas vão repassar as experiências por meio de palestras”, conta um dos organizadores, Yuriê Baptista César, da União de Ciclistas do Brasil. O evento conta também com a participação de gestores de trânsito de alguns estados brasileiros, que já têm projetos urbanos para bicicletas, como o Distrito Federal – que quer implantar 600 quilômetros de ciclovias – e o Rio de Janeiro, que deseja ser conhecido como o estado das bicicletas. “No Brasil, a visão de transporte está equivocada. O sonho de consumo é o carro, algumas pessoas se dizem felizes apenas quando compram um automóvel. Mas temos de pensar também nos congestionamentos e no meio ambiente”, lembra César.

Curitiba

Na capital paranaense, onde o sistema de ciclovias foi projetado na década de 80, ainda há muito para ser feito. Atualmente existem 85 km de ciclovias compartilhadas (ficam nas calçadas) e 35 km de exclusivas, a grande maioria liga um parque ao outro, por isso o maior desafio da prefeitura é fazer com que as ciclovias sejam úteis para quem vai trabalhar. O funcionário público Luis Peters, de 50 anos, adotou a bicicleta como meio de transporte há dois anos, depois que o médico o aconselhou a praticar exercícios físicos. Todos os dias, debaixo de sol ou chuva, Peters sai do Bigorrilho, pedala 5 km até o Centro Cívico, onde trabalha, e depois faz o mesmo percurso para voltar. Como não existem ciclovias no caminho para o trabalho, ele usa a canaleta dos ônibus biarticulados. “Eventualmente mudo o percurso para a Princesa Izabel, com o objetivo de evitar a fumaça dos ônibus, que faz mal à saúde, porém é mais longe”, diz. Ele acredita que nunca se acidentou por ser mais cauteloso. “Acho que por que sou mais velho”, comenta. Mas Peters tem de usar de algumas artimanhas, como sair um pouco antes dos carros ao sinal verde, para ganhar espaço na rua. Caso contrário, ele tem de gastar vários minutos parado nos cruzamentos. Nem mesmo a roupa de trabalho que ele usa, normalmente um terno, atrapalha. “Deixo na bicicleta uma roupa especial para chuva. Realmente uso a bicicleta como meio de transporte”, afirma.

Integrante do movimento Bicicletada, Jorge Brand diz que o problema de usar bicicletas é a falta de respeito por parte dos motoristas de carros e ônibus. “Eles não enxergam a bicicleta como um meio de transporte.” Brand fala ainda que o ideal seria que as bikes circulassem na rua e não nas calçadas, que é lugar exclusivo dos pedestres. “Defendemos o uso das ciclofaixas”, diz, que são faixas amarelas pintadas nas vias das cidades, do lado direito da pista dos carros, para uso exclusivo das bicicletas.

Atualmente Curitiba não tem ciclofaixas. Entretanto, alguns projetos, que a prefeitura promete colocar em prática no ano que vem, devem melhorar as condições de quem anda sob duas rodas. Um dos projetos de maior envergadura, que daria fôlego aos ciclistas, é a substituição dos canteiros centrais da Visconde de Guarapuava por uma ciclovia exclusiva. A mudança está em estudo, porque envolve também a Companhia Paranaense de Energia (Copel), por causa dos postes de luz. “Se conseguirmos viabilizar, será uma ciclovia que ficará interligada com várias outras, como as das ruas Mariano Torres, Conselheiro Laurindo e Afonso Camargo”, explica a supervisora de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Célia Bim. Ela conta que a prefeitura pretende criar diferentes soluções para as biciletas, em curto, médio e longo prazo. Para o ano que vem, na Marechal Floriano Peixoto, entre a BR-476 e o terminal do Boqueirão, será instalada uma ciclofaixa, o problema é que ela será interrompida porque no Centro da cidade a avenida ficou muito estreita. “Temos de lidar com esta malha urbana já consolidada”, explica Célia. Outras ruas importantes ganharão ciclovias e, ainda, Curitiba deve receber 29 locais na área central para serem usados como paraciclos (estacionamento de bicicletas), com 320 vagas. Um projeto que depende de licitação – e, portanto, de uma empresa interessada em colocar em prática a idéia – são os bicicletários de aluguel, que seriam instalados em 20 pontos da cidade.

Matéria publicada na Gazeta do Povo.
Link para matéria original: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=827532&tit=Mais-do-que-lazer-bicicleta-e-transporte-alternativo

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Underground

Salta aos olhos no debate sobre trânsito e transporte coletivo na capital a falta de programas envolvendo as universidades. É responsabilidade dos centros de ensino formar gente menos tacanha no uso do transporte. Mas, ao contrário, é delas que brotam 23 mil carros por dia, emitindo mensalmente 200 toneladas de dióxido de carbono (CO2) e 60 toneladas de monóxido de carbono (CO) – de acordo com estudos realizados por mestrandos de Gestão Urbana da PUCPR, sob a orientação do arquiteto e urbanista Fábio Duarte.

É da Curitiba mais underground que têm brotado as melhores propostas para o saneamento do trânsito. O coletivo de artistas, esportistas e pensadores Interlux é o caso. Hoje, o grupo é um dos mentores da Bicicletada, movimento que já promoveu o Desafio Intermodal – atestando a agilidade da energia limpa chamada bicicleta – e 12 “passeatas” pela cidade. Os jovens participantes – cerca de 150 – chamam o poder público às falas. O que pedem não é a Transamazônica ou uma Rio-Niterói, mas ciclofaixas e ciclovias ligando outras rotas que não os parques. Além de uma cidade mais gentil com seus pedestres.

Fonte do artigo: Gazeta do Povo