bicicleta, mobilidade urbana, trânsito

Pedalar na contramão

Devido ao grande número de ciclistas que andam na contramão, alegando ser mais seguro, reproduzo aqui um postagem feita no fórum da Bicicletada Curitiba para esclarecer o perigo de se andar na contramão.
Eu particularmente procuro sempre andar na no sentido dos carros, pelo lado direito, quando há cilcovias procuro usá-las, e apesar de proibido e pouco seguro, uso as canaletas do expresso, em último caso uso a calçada, sempre respeitando a todos.

Leia abaixo o artigo postado no fórum:

Ciclista imprudente não tem direito a reparação de danos por atropelamento
Fonte: TJSC (https://secure.jurid.com.br/new/jengine.exe/cpag?p=jornaldetalhejornal&id=84688&id_cliente=44253&c=5)

A 2ª Câmara de Direito Civil confirmou sentença da 2ª Vara da Comarca de Palhoça e negou indenização a José Luiz Mancia, em ação ajuizada contra Nilson Roberto da Costa e Arcelino Antônio Goulart. Ele andava de bicicleta, na contramão, quando foi atropelado por Nilson, que dirigia o carro de Arcelino.

Mancia reforçou, na apelação, os argumentos de que o condutor do carro agiu com imprudência, o que teria provocado o acidente. Adiantou, ainda, que trabalha como pedreiro autônomo e, pelas lesões sofridas, ficou sem desenvolver sua atividade, pelo que requereu indenização por danos morais e emergentes, além de lucros cessantes. O motorista e o dono do carro negaram tais afirmações e apontaram que o ciclista estava na contramão, de forma imprudente.

O relator, desembargador Sergio Izidoro Heil, negou a indenização a Mancia com base na legislação de trânsito, a qual prevê que, nas vias urbanas e ruas rurais de pista dupla, a circulação de bicicleta deve ocorrer nas bordas das vias e no mesmo sentido dos veículos. Depoimentos de testemunhas comprovaram que o motorista dirigia dentro das normas de segurança no trânsito. Já o pedreiro trafegava na contramão e na pista de rolamento.

“O condutor, ao contrário, dirigia de forma defensiva, pois, a fim de evitar o acidente, quase que parou o veículo. Ademais, agiu com presteza, socorrendo a vítima”, concluiu Heil. A votação foi unânime.

 
(Ap. Cív. n. 2007.031391-5)
 
Leia alguns dos comentários postados no fórum:
 
“Quem devia pagar os prejuízos sofridos pelo pedreiro é o governo. É muito fácil afirmar que ele estava em desacordo com o que diz o Código de Trânsito, mas e quem disse que ele sabia disso? Se a pessoa não tem carteira (muitos têm e não sabem da mesma forma) não sabe das normas de circulação. Sempre existiu o senso-comum que ciclista tem que andar na contra-mão. Ai reside a importância da educação de trânsito nas escolas, na mídia e junto à população em geral. Simples campanhas educacionais reduziriam em muito os gastos federais com acidentes e o passivo social que eles deixam.”
 
” O senhor ciclista que me perdoe, mas a justiça acertou. Andar na contramão é imprudência total.”

” Faço o mesmo trajeto para o trabalho todos os dias e garanto que na rua do expresso mais de 90% dos ciclistas pedalam na contra mão, e a maioria sem nenhum tipo de iluminação à noite.

Pra mim andar na contra mão é uma falta de respeito, principalmente com os pedestres. O cara vai olhar para os dois lados numa rápida de mão única?

Obviamente que em poucos casos realizo trechos na contra mão, por falta de melhores opções. Procuro andar em baixíssima velocidade e dou sempre a preferência para pedestres e veículos.

Se for atropelado por um veículo, assuma as consequências. Se você está no trânsito, respeite as leis de trânsito. Quanto à rua do expresso, não vou discutir, desrespeito a lei por falta de opção e sei que se me envolver num acidente não tenho direitos. Procuro ser prudente, dando a preferência aos ônibus e andando sempre na mão correta. Um retrovisor é essencial para andar na mão correta, coisa que poucos usam.”

É isso ae. That’s all folks!!