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Saiba os perigos de se pedalar em grandes centros urbanos.

A cada dia que passa o número de veículos nas grandes cidades aumenta e, por conseqüência, aumentam também os congestionamentos, a poluição e o estresse, motivos pelos quais muitas pessoas optam por outros meios de transporte, entre eles a bicicleta. Entre os pontos a favor do uso da “magrela” estão a prática de uma atividade física, a não agressão ao meio ambiente e, em muitos casos, a rapidez para se chegar ao destino desejado.

Nos grandes centros brasileiros, ao contrário do que acontece em países da Europa, por exemplo, a bicicleta é vista pelos motoristas de outros veículos como uma intrusa, um empecilho à fluidez do trânsito. Um exemplo prático são os constantes acidentes envolvendo ciclistas, como na última quarta-feira (14), em que Márcia Regina de Andrade Prado, de 40 anos, foi atropelada por um ônibus na Avenida Paulista, uma das mais movimentadas da capital paulista.

Segundo informações do Jornal O Globo, ela circulava pelo meio fio entre a calçada e a faixa de ônibus, foi atingida por um carro, se desequilibrou e caiu no chão. O motorista de um ônibus que vinha logo atrás viu a ciclista no meio da faixa, tentou realizar a ultrapassagem pela esquerda e, ao retornar, ouviu um barulho e parou. O resgate foi acionado, mas no momento em que os paramédicos chegaram ela já estava sem vida.

“A única forma de tentar minimizar esse tipo de coisa é o ciclista procurar ruas com pouco tráfego de veículos, pois os carros não respeitam a bicicleta”, ressalta Paulo de Tarso, o Paulinho, presidente do clube Sampa Bikers. “Quem usa bicicleta no dia a dia sempre passa por algum tipo de problema, como ser fechado, ou xingado”, completa.

Segurança – Além de ter uma bicicleta com a parte mecânica em ordem, o ciclista precisa usar equipamentos de segurança na tentativa de minimizar os problemas. “É necessário usar capacete, óculos e roupas que chamem a atenção, além de luz se for andar a noite”, adverte Paulinho. Ele também adverte para sempre acompanhar o fluxo do trânsito, não andar na contra mão e passa uma dica caso não seja possível evitar grandes avenidas. “Não é a coisa certa a se fazer, mas se não tiver jeito procure a calçada, mas sempre respeitando o pedestre”.

Paulinho pedala há mais de 10 anos, organiza passeios que reúnem diversos ciclistas para percorrer as ruas de São Paulo e conta que já foi atropelado por um carro na Avenida Nove de Julho durante um destes eventos. “Um senhor de 70 anos bateu no bagageiro da minha bicicleta, eu voei para a calçada e tive sorte de ter caído certo”.

Muitos políticos anunciam como promessa de campanha a construção de ciclovias na tentativa de melhorar a segurança do ciclista, mas segundo Paulinho, a educação no trânsito deve vir primeiro. “Não adianta fazer ciclovia, se não os motoboys acabam invadindo. É necessário fazer um trabalho de educação para cumprir a lei, já que a bicicleta tem prioridade no trânsito”.

Fonte: Webrun

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CUIDADO, LIGEIRINHO!!

Quero deixar aqui meu repúdio à certas atitudes de alguns motoristas de ônibus, principalmente os de ligeirinhos. Lamentavelmente no dia 06/10/2008 às 17:08hs, ao voltar do trabalho tranquilamente de bicicleta, fui vítima de um quase atropelamento, seguido de agressão verbal e uma tentativa de agressão física com o veículo de placa AOE4070, ônibus número 18L43 da empresa S. Antonio, linha Colombo/CIC.

Placa do ônibus dirigido pelo motorista psicopata.
Motorista psicopata à solta!!

Eu estava na rua do Shopping Muller, a rua paralela a  Avenida Cândido de Abreu, andando tranquilamente pela direita na mão dos carros, ao passar pelos motoristas dos caminhões de mudança que ficam ali estacionados, ouço alguns deles gritarem “cuidado o ônibus atrás”, ao olhar para trás, vi um ônibus vindo a toda velocidade, na dúvida e com medo que me atropelasse resolvi jogar a bike ainda mais pro canto, nisso ele passou raspando sem ao menos diminuir a velocidade, parando logo adiante no sinal vermelho. Passei por ele e bati no vidro da porta fazendo gesto de indignação com a mão esquerda e continuei andando, parando um pouco mais adiante. Nisso o motorista do ônibus abriu a porta e me chamou, fui até ele e falei que ele quase havia me derrubado, ele retrucou já gritando “dava pra passar um caminhão”, eu falei “ce ta louco cara, quer me atropelar seu irresponsavel”, ele me xingou e tudo o mais, e ficamos ali naquela troca de elogios, o sujeito já visivelmente alterado resolve virar o volante, acelerar um pouco e vir pra cima de mim, fiquei apavorado e começei a me arrastar com a bike para a  calçada, enquanto isso, os pedestres que estavam passando por ali e vendo aquela cena,  perplexos começaram a comentar “nossa esse motorista ta louco”, “olha quer matar o rapaz”. Ao alcançar a calçada são e salvo, anotei a placa do ônibus. Ae ele foi embora, e eu fui atrás, no próximo ponto que ele parou, eu ainda tremendo um pouco de nervoso, tirei o celular do bolso e consegui tirar uma foto. Ele partiu, e eu continuei indo atrás, com cautela. Mais adiante no próximo sinal fechado, passei ao lado dele por entre os carros e lhe disse que o lugar dele era na cadeia, ele me xingou de babaca e foi embora.

Foi uma situação estressante, é lamentável ver a que ponto chega a barbárie no trânsito. As empresas de ônibus deveriam dar um treinamento melhor a esses “profissionais”, juntamente com um acompanhamento psicológico, é inadmissível os abusos e as infrações cometidas por alguns desses motoristas.

É preciso mudanças urgentes para acabar com esse tipo de violência no trânsito, chega de impunidade e atrocidades.

Mais paz e respeito.

A rua é de todos!!